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sábado, 28 de julho de 2012





Coração da Mulher após a Menopausa - A fragilidade da Fortaleza(www.longevitacuritiba.com)
(Rita de Cássia Munhoz)


.Nas últimas décadas do século XX, presenciamos um dos fatos mais marcantes na sociedade brasileira, foi a inserção, cada vez mais crescente, da mulher no campo do trabalho. Segundo o Censo 2010 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) população brasileira chega a quase 190 milhões de brasileiros, com a estimativa de 51% de mulheres. Segundo dados do IBGE de 2000, a PEA (População Economicamente Ativa) brasileira, em 2001, tinha uma média de escolaridade de 6,1 anos, sendo que a escolaridade média das mulheres era de 7,3 anos e a dos homens de 6,3 anos.

As profissões essencialmente masculinas como construção civil, metalomecânica estão cada vez mais sendo conquistadas pelo publico feminino, porém há uma grande diferença na jornada de trabalho das mulheres em relação aos homens.

As mulheres geralmente tem jornada dupla às vezes até tripla, dividem-se entre o seu(s) trabalho(s), administração de sua casa, cuidados com os filhos e com o marido.

Porém estas conquistas também as aproximaram de outro ranking, antigamente só atingido pelos homens, os problemas de coração.

As doenças cardiovasculares são as principais causadoras de mortalidade em mulheres, sendo responsáveis por 45% das mortes em mulheres em países industrializados. No entanto, o estudo de Framingham demonstrou defasagem na manifestação da doença coronária na mulher, que apresenta pico de incidência da doença cerca de 5 a 10 anos após o homem.

Após a menopausa, a proteção hormonal oferecida pelo estrógeno (hormônio produzido pelos ovários) diminui, aumentando as chances de doenças cardiovasculares entre as mulheres. O número de mortes por problemas cardiovasculares em mulheres é seis vezes maior do que as provocadas pelo câncer da mama. Porém, é mais comum à mulher se preocupar com a possibilidade de desenvolver um tumor no seio do que com o risco de sofrer um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC)

 Alguns fatores de risco como diabetes, depressão, hipertensão, obesidade e tabagismo, também são mais nocivos ao organismo feminino que ao masculino. Além disso, as mulheres ainda contam com outros agravantes, como o uso da pílula anticoncepcional, que associada ao hábito de fumar, aumenta a síntese no fígado de fibrinogênio – substância que desempenha um papel importante na coagulação do sangue.

. A manutenção da boa saúde da mulher exige uma série de cuidados e atitudes preventivas. Cada mulher tem uma história e uma bagagem hereditária que devem ser analisadas cuidadosamente com a supervisão de um médico, para garantir uma vida saudável e sem surpresas.

É bom lembrar sempre que a prevenção continua sendo o ‘melhor remédio’. Mulheres de todas as idades devem fazer uma visita anual ao cardiologista, principalmente antes de iniciar atividades físicas, e adotar hábitos mais saudáveis.

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