Coração da Mulher após
a Menopausa - A fragilidade da Fortaleza(www.longevitacuritiba.com)
(Rita de Cássia Munhoz)
.Nas últimas décadas do século XX, presenciamos um dos
fatos mais marcantes na sociedade brasileira, foi a inserção, cada vez mais
crescente, da mulher no campo do trabalho. Segundo o Censo 2010 (Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílio) população brasileira chega a quase 190
milhões de brasileiros, com a estimativa de 51% de mulheres. Segundo dados do
IBGE de 2000, a PEA (População Economicamente Ativa) brasileira, em 2001, tinha
uma média de escolaridade de 6,1 anos, sendo que a escolaridade média das
mulheres era de 7,3 anos e a dos homens de 6,3 anos.
As profissões essencialmente masculinas como construção
civil, metalomecânica estão cada vez mais sendo conquistadas pelo publico
feminino, porém há uma grande diferença na jornada de trabalho das mulheres em
relação aos homens.
As mulheres geralmente tem jornada dupla às vezes até
tripla, dividem-se entre o seu(s) trabalho(s), administração de sua casa,
cuidados com os filhos e com o marido.
Porém estas conquistas também as aproximaram de outro
ranking, antigamente só atingido pelos homens, os problemas de coração.
As doenças cardiovasculares são as principais causadoras
de mortalidade em mulheres, sendo responsáveis por 45% das mortes em mulheres
em países industrializados. No entanto, o estudo de Framingham demonstrou
defasagem na manifestação da doença coronária na mulher, que apresenta pico de
incidência da doença cerca de 5 a 10 anos após o homem.
Após a
menopausa, a proteção hormonal oferecida pelo estrógeno (hormônio produzido
pelos ovários) diminui, aumentando as chances de doenças cardiovasculares entre
as mulheres. O número de mortes por problemas cardiovasculares em mulheres é
seis vezes maior do que as provocadas pelo câncer da mama. Porém, é mais comum
à mulher se preocupar com a possibilidade de desenvolver um tumor no seio do
que com o risco de sofrer um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC)
Alguns fatores de risco como diabetes, depressão,
hipertensão, obesidade e tabagismo, também são mais nocivos ao organismo
feminino que ao masculino. Além disso, as mulheres ainda contam com outros
agravantes, como o uso da pílula anticoncepcional, que associada ao hábito de
fumar, aumenta a síntese no fígado de fibrinogênio – substância que desempenha
um papel importante na coagulação do sangue.
. A manutenção da boa saúde da mulher exige uma série de
cuidados e atitudes preventivas. Cada mulher tem uma história e uma bagagem
hereditária que devem ser analisadas cuidadosamente com a supervisão de um
médico, para garantir uma vida saudável e sem surpresas.
É bom lembrar sempre que a prevenção
continua sendo o ‘melhor remédio’. Mulheres de todas as idades devem fazer uma
visita anual ao cardiologista, principalmente antes de iniciar atividades
físicas, e adotar hábitos mais saudáveis.
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