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sexta-feira, 28 de setembro de 2012


Nos dias frios de Curitiba(www.longevitacuritiba.com por Rita de Cássia Munhoz)

....dá vontade de ficar parado, mas o sedentarismo além de não esquentar acarreta muitos prejuízos a saúde principalmente para quem tem artrite.
A Artrite Reumatóide é uma patologia inflamatória crônica, sem causa conhecida, que acomete as articulações, causando dor, edemas, rigidez no movimento (que aumentam na parte da manhã) e deformações articulares (principalmente nas mãos e pés).
Acomete mais mulheres com uma incidência grande a partir dos 40 anos de idade. A inflamação é sempre nos dois lados do corpo ex: os dois joelhos, punhos.
Benefícios do Pilates:
Pilates é considerada a técnica de menor impacto articular existente. Tem menos impacto que a hidroginástica. No pilates o aluno será acompanhado de perto por um instrutor que irá estabelecer um programa de exercícios objetivando o alívio dos sintomas.
O aluno realiza os exercícios de forma lenta e controlada respeitando seus limites fisiológicos. Os exercícios são feitos com molas que darão uma resistência progressiva ao movimento ( o início do movimento a carga é pequena e vai aumentando conforme a força muscular for movimentando o segmento corporal afetado). No inicio do movimento é onde temos uma maior compressão articular, fato esse que é minimizado pelas molas estarem com uma carga baixa devido a sua pequena deformação neste instante do exercício, teremos então fortalecimento muscular sem degeneração articular.
Os objetivos do tratamento seriam:
Fortalecer as musculaturas (sem impacto) para manter a articulação funcional e estável.
Isometria no inicio é bem vinda, evoluir para o movimento excêntrico.
Alongamento para diminuir as retrações musculares
Mobilizações articulares para aumentar a lubrificação articular diminuindo a rigidez.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012



1.     O que é Osteoporose?
A osteoporose é a doença óssea metabólica mais comum e a principal causa de fraturas por fragilidade esquelética.
Segundo a OMS é uma desordem esquelética caracterizada por redução
Da massa óssea com alterações da microarquitetura do tecido ósseo levando a redução da resistência óssea e a aumento da suscetibilidade a fraturas.
2.     Quais os fatores de risco para osteoporose?
História prévia de fratura, baixo peso, sexo feminino, raça branca, fatores genéticos (como existência de parente de primeiro grau com fratura sem trauma ou com trauma mínimo), fatores ambientais (tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas e cafeína, inatividade física), baixa ingestão de cálcio alimentar, estado menstrual (menopausa precoce, menarca tardia, amenorreias), drogas (corticosteroides, antiepilépticos, hormônios tireoidianos, ciclosporina), doenças endocrinológicas hiperparatireoidismo primário, tire toxicose, síndrome de Cushing, hipogonadismos e diabete melito), hematológicas (mieloma múltiplo), reumatológicas (artrite reumatoide), gastrenterologias (síndrome de má-absorção, doença inflamatória intestinal, doença celíaca) e doenças neurológicas (demência).
3.     É uma doença feminina?

 Não, pode acometer os dois sexos estima-se, que 13% a 18% das mulheres acima de 50 anos e 3% a 6% dos homens acima de 50 anos apresentam osteoporose.
4.     Quem tem osteoporose tem risco de fraturas?

Sim! Sendo que as fraturas mais frequentes são as vertebrais, que podem não acarretar sintomas, a pessoa só descobre ocasionalmente em um raios-X de tórax ou abdômen.
 Fraturas vertebrais consecutivas podem ocasionar redução da estatura e dores relacionadas às deformidades.

5.     Quais os exames necessários para prevenir o Risco de fraturas em Pessoas com Osteoporose?
O médico fará uma avaliação clinica e pela história pessoal identificará os fatores de risco para fraturas em pessoas com osteoporose.
As pessoas com osteoporose podem apresentar dores crônicas na coluna vertebral, causada pela ocorrência de fraturas vertebrais ou pelas alterações posturais que delas decorrem. Podem também queixar-se de dificuldade em alcançar objetos situados a uma altura que antes alcançavam sem dificuldade. 

5.1 Exame físico.
A presença de deformidades na coluna (gibas também chamadas de corcundas) e a diminuição da estatura podem significar o acometimento por osteoporose

5.2 Exames laboratoriais e radiografias convencionais
A realização de exames laboratoriais pode ser necessária para estabelecer o diagnóstico ou para excluir causas secundárias da perda óssea. A realização de radiografias convencionais pode identificar ou confirmar a existência de fraturas em mulheres com suspeita de fraturas osteoporóticas. No entanto, a radiografia é pouco fiável na avaliação da densidade óssea, pelo que é inadequada como meio de diagnóstico de osteogenia ou de osteoporose em mulheres sem fraturas. 

5.3 Determinação da Densidade Mineral Óssea (DMO).

Os indivíduos identificados como tendo risco de desenvolver osteoporose devem efetuar a medição da DMO, a fim de se estabelecer o diagnóstico de osteogenia ou de osteoporose. O diagnóstico identifica candidatos para efetuar a terapêutica, embora a decisão de iniciar ou não a mesma esteja dependente de fatores de risco adicionais, da história familiar e da história prévia de fraturas.

De entre as diversas técnicas disponíveis para a determinação da DMO, as mais frequentemente utilizadas são:
  • Absorciometria de raios-X de dupla energia (DEXA)
  • Tomografia quantitativa computorizada (TQC),
  • Ultrassonografia quantitativa (USQ).


6.      Questionários sobre o risco de Osteoporose

Parte superior do formulário
1. - Algum dos seus pais partiu a anca (colo do fémur) após uma pequena queda?
      Sim Não
2. - Já partiu algum osso após uma queda sem importância?
      Sim Não
3. - Alguma vez tomou corticosteroides (cortisona, prednisona, etc.) durante mais de 3 meses?
      Sim Não
4. - Acha que perdeu mais de 3 centímetros de altura desde a juventude?
      Sim Não
5. - É consumidor exagerado de bebidas alcoólicas, isto é, bebe mais do que os limites recomendados?
      Sim Não
6. - Fuma mais de 20 cigarros por dia?
      Sim Não
7. - Sofre frequentemente de diarreia (causada por problemas como a doença celíaca ou doença de Crohn)?
      Sim Não
Só para as mulheres
8. - Entrou na menopausa antes dos 45 anos?
      Sim Não
9. - Antes da menopausa esteve sem menstruar por um período superior a 12 meses (por outros motivos que não a gravidez)?
      Sim Não
Só para os homens
10. - Alguma vez sofreu de impotência sexual, falta de libido ou outros sintomas relacionados com baixo nível de testosterona? 
      Sim Não
Parte inferior do formulário


sexta-feira, 3 de agosto de 2012


A DANÇA DO VENTRE E A SAÚDE DA MULHER.
A dança do ventre é ligada ao rito de fertilidade, é a modalidade de dança que melhor simboliza a essência da criação, onde se agradecia o milagre da vida, louvando, com dança e oração, o prazer, o nascimento e a sensualidade feminina. Apesar de ter ficado conhecida como uma dança originária da Arábia, essa "nova" mania foi criada como ritual de fecundidade há sete mil anos, por sacerdotisas egípcias.
Nesse tempo, era uma dança secreta e muito importante, só sendo realizadas pelas altas sacerdotisas, mulheres importantes e respeitadas na cultura egípcia, sendo proibida a apresentação em público. Com o tempo, foram permitidas apresentações em palácios, e foi aí que a população tomou conhecimento da dança do ventre.
Com a invasão árabe e a consequente mistura de culturas, a dança do ventre foi disseminada pelos outros países, graças à tradição de viajante e mercador, do povo árabe. Como dança milenar, é uma dança profunda, não merecendo que seja vista com vulgaridade ou banalidade.
Os movimentos ondulatórios da Dança do Ventre ativam a circulação sanguínea, estimulam os hormônios ovarianos, melhoram o tônus da parede abdominal, melhorando o funcionamento do intestino e da bexiga.
Melhoram a libido e o desempenho sexual
Os movimentos da dança do ventre tornam a mulher mais delicada estimulam a feminilidade principalmente nas pausas hormonais

domingo, 29 de julho de 2012




O que é Fibromialgia?

A fibromialgia é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sintomas crônicos (que se manifestam há algum tempo) não inflamatória, de causa desconhecida, os sintomas são dores musculares e às vezes ósseas (musculoesqueléticas), podendo apresentar sintomas em outros aparelhos e sistemas.
Os sintomas se confundem com a depressão ou fadiga crônica, é considerada por alguns profissionais da saúde como uma síndrome de só matização, uma resposta do corpo as sensações. No entanto, desde 1980, um corpo crescente de conhecimento contribuiu para a fibromialgia ser caracterizada como uma síndrome de dor crônica, real, causada por um mecanismo de sensibilização do sistema nervoso central à dor. (Sociedade Brasileira de Reumatologia).
Quais são os sintomas da Fibromialgia?
Os pacientes com fibromialgia podem apresentar dor difusa e crônica envolvendo a coluna e ou as articulações, geralmente identificada como uma “dor que passeia”, hora em uma local hora em outro em muitos locais ao mesmo tempo.

Sono não reparador, cansaço pela manhã, fadiga, amortecimento, sensação de inchaço nas mãos, antebraços e trapézio (no meio das costas), dor de cabeça, zumbido, dor torácica, palpitação, diarreia, dificuldade de concentração, de memória e Tensão Pré-Menstrual.
Trinta a Cinquenta por cento dos pacientes apresentam depressão, ansiedade, alteração de humor, de comportamento, irritabilidade ou outros distúrbios psicológicos.
Qual o Tratamento para Fibromialgia?
O objetivo do tratamento da Fibromialgia é o alívio da dor, a melhora da qualidade do sono, a manutenção ou restabelecimento do equilíbrio emocional, a melhora do condicionamento físico e da fadiga e o tratamento específico de desordens associadas.
O tratamento farmacológico só terá sucesso com o acompanhamento do tratamento não farmacológico.
Fisioterapia, Acupuntura, Suporte Psicológico.
Alguns centros de tratamento utilizam técnicas de biofedback e hipnoterapia.

Como a Fisioterapia pode Tratar o Paciente com Fibromialgia?
Os pacientes com fibromialgia costumam evitar a atividade física com receio de exacerbar a dor, porém estudos demonstram que em pacientes que foram submetidos a um treinamento aeróbico (caminhada, andar de bicicleta ou esteira) durante três meses, três vezes por semana, apresentaram melhora significativa dos sintomas da fibromialgia.

Fisioterapia em Fibromialgia:

 Treinamento Aeróbico para pacientes com Fibromialgia:
  1. (Exercícios físicos aeróbicos: caminhar, correr, fazer hidroginástica e andar de bicicleta);

  1. Intensidade: leve a moderada, ou seja, o paciente deve conseguir falar durante o esforço;


  1. Persistência: Os efeitos começam a aparecer de seis a oito semanas;

  1. Tempo: Começar com 5 minutos em terreno plano, aumentar para 10 minutos na semana seguinte e continue até atingir 40 a 60 minutos, todos os dias, cinco vezes por semana.
        Alongamento:

        Deve ser feito após o treinamento aeróbico.
  1. Frequência: superior a duas vezes por semana;
  2. Ao manter uma posição de alongamento a intensidade deve ser de médio desconforto. Deve-se realizar de três a quatro repetições, e a posição escolhida deve ser mantida por um período de 10 a 30 segundos;
3.      Recomenda-se que seja feito alongamento dos principais grupos musculares do corpo. Músculos da região do pescoço, das costas, membros superiores e membros.
Musculação:

  1. Frequência: de duas a três vezes por semana;
  2. Numero de Séries: uma série de 8 a 12 repetições;
  3. Carga: aumento progressivo da carga de baseado na avaliação das RM(s)



     Pilates:

O método Pilates e muito eficaz para quem tem fibromialgia.
Os exercícios do Pilates associam a respiração, a concentração, o fortalecimento muscular e a flexibilidade articular.
Estes princípios do método melhoram os principais sintomas da fibromialgia: a tensão muscular, mobilidade e concentração além do que a liberação de endorfinas auxilia no tratamento da depressão comum aos pacientes com fibromialgia.
Acupuntura:

O tratamento com acupuntura é uma técnica milenar que traz equilíbrio pela harmonização dos cinco elementos da natureza (Fogo, Terra, Metal, Agua e Madeira e sua correspondência no corpo humano (Coração, Pancreas, Pulmão, Rim e Fígado e seus acoplados)).
Na maioria dos casos de Fibromialgia entende-se que há uma ascensão do elemento TERRA agredindo MADEIRA e ÁGUA.
Em pesquisa feita por (Yamamura), os pontos escolhidos foram:
           Os pontos usados: BP9(-), F2(+), P5(+), R10(+) (bilaterais) VB34, E36, BP6 e IG4, durante dez sessões.
             A acupuntura revelou-se eficaz, reduzindo as câimbras e melhorando o sono.
(Rita de Cássia Munhoz-Crefito 13.495 F- Fisioterapeuta. www.longevitacuritiba.com)


sábado, 28 de julho de 2012

SÁUDE DA MULHER: Coração da Mulher apósa Menopausa - A fragilida...

SÁUDE DA MULHER:


Coração da Mulher apósa Menopausa - A fragilida...
: Coração da Mulher após a Menopausa - A fragilidade da Fortaleza (Rita de Cássia Munhoz) . Nas últimas décadas do século XX,...




Coração da Mulher após a Menopausa - A fragilidade da Fortaleza(www.longevitacuritiba.com)
(Rita de Cássia Munhoz)


.Nas últimas décadas do século XX, presenciamos um dos fatos mais marcantes na sociedade brasileira, foi a inserção, cada vez mais crescente, da mulher no campo do trabalho. Segundo o Censo 2010 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) população brasileira chega a quase 190 milhões de brasileiros, com a estimativa de 51% de mulheres. Segundo dados do IBGE de 2000, a PEA (População Economicamente Ativa) brasileira, em 2001, tinha uma média de escolaridade de 6,1 anos, sendo que a escolaridade média das mulheres era de 7,3 anos e a dos homens de 6,3 anos.

As profissões essencialmente masculinas como construção civil, metalomecânica estão cada vez mais sendo conquistadas pelo publico feminino, porém há uma grande diferença na jornada de trabalho das mulheres em relação aos homens.

As mulheres geralmente tem jornada dupla às vezes até tripla, dividem-se entre o seu(s) trabalho(s), administração de sua casa, cuidados com os filhos e com o marido.

Porém estas conquistas também as aproximaram de outro ranking, antigamente só atingido pelos homens, os problemas de coração.

As doenças cardiovasculares são as principais causadoras de mortalidade em mulheres, sendo responsáveis por 45% das mortes em mulheres em países industrializados. No entanto, o estudo de Framingham demonstrou defasagem na manifestação da doença coronária na mulher, que apresenta pico de incidência da doença cerca de 5 a 10 anos após o homem.

Após a menopausa, a proteção hormonal oferecida pelo estrógeno (hormônio produzido pelos ovários) diminui, aumentando as chances de doenças cardiovasculares entre as mulheres. O número de mortes por problemas cardiovasculares em mulheres é seis vezes maior do que as provocadas pelo câncer da mama. Porém, é mais comum à mulher se preocupar com a possibilidade de desenvolver um tumor no seio do que com o risco de sofrer um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC)

 Alguns fatores de risco como diabetes, depressão, hipertensão, obesidade e tabagismo, também são mais nocivos ao organismo feminino que ao masculino. Além disso, as mulheres ainda contam com outros agravantes, como o uso da pílula anticoncepcional, que associada ao hábito de fumar, aumenta a síntese no fígado de fibrinogênio – substância que desempenha um papel importante na coagulação do sangue.

. A manutenção da boa saúde da mulher exige uma série de cuidados e atitudes preventivas. Cada mulher tem uma história e uma bagagem hereditária que devem ser analisadas cuidadosamente com a supervisão de um médico, para garantir uma vida saudável e sem surpresas.

É bom lembrar sempre que a prevenção continua sendo o ‘melhor remédio’. Mulheres de todas as idades devem fazer uma visita anual ao cardiologista, principalmente antes de iniciar atividades físicas, e adotar hábitos mais saudáveis.

sábado, 21 de julho de 2012




CÓLICA MENSTRUAL-  DISMENORRÉIA
( Draúzio Varella)
Cólica menstrual, ou dismenorreia, é uma dor pélvica provocada pela liberação de prostaglandina, substância que faz o útero contrair para eliminar o endométrio (camada interna do útero que cresce para nutrir o embrião), em forma de sangramento, durante a menstruação, quando o óvulo não foi fecundado.
Mais ou menos 50% das mulheres sentem cólicas menstruais em alguma fase da vida.
A dismenorreia pode ser primária ou secundária. Primária, quando a causa é o aumento na produção de prostaglandina pelo endométrio, e secundária, quando resultante de alterações patológicas no aparelho reprodutivo (endometriose, miomas, tumores pélvicos, fibromas, estenose cervical, etc.).
Sintomas
O principal sintoma é a dor em cólica no baixo ventre, de intensidade variável, que se irradia para as costas e membros inferiores, durante a menstruação. É uma dor aguda e intermitente, às vezes incapacitante, com curtos períodos de acalmia. Quando muito forte, pode estar associada a outros sintomas como náuseas, vômitos, dor de cabeça e nas mamas, inchaço.
Diagnóstico
É importante estabelecer o diagnóstico diferencial entre a dismenorreia primária e secundária para conduzir o tratamento adequado. Além do levantamento da história clínica, exames de laboratório e de imagem ajudam nesse processo.
Tratamento
Mulheres com cólicas menstruais primárias, em geral, se beneficiam com a adoção de algumas medidas, como a prática de exercícios aeróbicos que ajudam a liberar endorfina, aplicação de calor local e dieta rica em fibras. Quando a dismenorreia é secundária, pode ser necessário recorrer ao tratamento cirúrgico.
Nos dois casos, há o recurso do uso de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides para alívio da dor. Esse uso, porém, não deve ser indiscriminado: exige acompanhamento médico.
Como os hormônios contidos nos anticoncepcionais provocam atrofia do endométrio, local de produção da prostaglandina, a pílula está indicada nos casos de dismenorreia primária para mulheres com vida sexual ativa que não desejam engravidar.
Recomendações
* Evite levar vida sedentária. Exercícios aeróbicos moderados ajudam a aliviar a dismenorreia primária;
* Coloque uma bolsa de água quente sobre a região abdominal, quando estiver com cólica menstrual;
* Não ingira alimentos que retardam o trânsito abdominal ou provocam fermentação, especialmente no período pré-menstrual;
* Beba bastante água;
* Não se automedique. Procure assistência médica. É importante estabelecer um diagnóstico diferencial entre a dismenorreia primária e secundária para selecionar o melhor tratamento.


SINDROME DO OVÁRIO POLICÍSTICO
(Fonte: Vida e Saúde)

Sinônimos: Síndrome de Stein-Leventhal, doença polifolicular ovariana.
A síndrome de ovário policístico (SOP) é uma doença na qual há um desequilíbrio nos hormônios sexuais femininos. Esse desequilíbrio hormonal pode causar alterações no ciclo menstrual, alterações na pele, pequenos cistos no ovário, dificuldade para engravidar e outros problemas.
Causas
Os hormônios sexuais femininos incluem estrogênio e progesterona, assim como hormônios chamados andrógenos. Os andrógenos, frequentemente chamados "hormônios masculinos", também estão presentes em mulheres, mas em quantidades diferentes.
Os hormônios ajudam a regular o desenvolvimento normal de óvulos nos ovários durante cada ciclo menstrual. A síndrome de ovário policístico está relacionada a um desequilíbrio nesses hormônios sexuais femininos. Um excesso de hormônio andrógeno é produzido, junto com alterações em outros níveis hormonais.
Não está completamente claro por que ou como ocorrem as alterações nos níveis hormonais.
Os folículos são bolsas dentro dos ovários que contêm óvulos. Normalmente, um ou mais óvulos são liberados durante cada ciclo menstrual. Isso é chamado de ovulação. Na síndrome de ovário policístico, os óvulos nesses folículos não amadurecem nem são liberados dos ovários. Em vez disso, eles podem formar cistos muito pequenos no ovário.
Essas alterações podem contribuir para a infertilidade. Os outros sintomas deste distúrbio ocorrem devido aos desequilíbrios hormonais.
As mulheres geralmente são diagnosticadas quanto têm entre 20 ou 30 anos, mas a síndrome de ovário policístico também pode afetar adolescente. Os sintomas frequentemente surgem quando começam os períodos menstruais de uma menina. As mulheres com este distúrbio frequentemente têm uma mãe ou irmã que têm sintomas semelhantes àqueles da síndrome de ovário policístico.

Exames

Em um exame pélvico, o médico pode observar o clitóris dilatado (muito raramente) e ovários dilatados.
Diabetes, pressão arterial alta e colesterol alto são descobertas comuns, assim como ganho de peso e obesidade.
Peso, índice de massa corporal (IMC) e circunferência abdominal são úteis na determinação dos fatores de risco.
Níveis de hormônios diferentes que podem ser examinados incluem:
·         Níveis de estrogênio
·         Níveis de hormônio folículo estimulante (FSH)
·         Níveis de hormônio luteinizante (LH)
·         Níveis de hormônio masculino (testosterona)
·         17-cetosteroides
Outros exames de sangue que podem ser realizados incluem:
  • Glicose em jejum e outros exames de intolerância à glicose e resistência à insulina
  • Níveis de lipídios
  • Teste de gravidez (HCG)
  • Níveis de prolactina
  • Testes de funcionamento da tireoide
·         Outros testes possíveis:
  • Ecografia vaginal para observação dos ovários
  • Laparoscopia pélvica para observação mais detalhada e possivelmente biópsia dos ovários

  •  

Sintomas de Síndrome do ovário policístico

·         Alterações no ciclo menstrual:
  • Falhas na menstruação, geralmente com um histórico de se ter um ou mais períodos menstruais normais durante a puberdade (amenorreia secundária).
  • Períodos menstruais irregulares que podem ser mais ou menos frequentes, variando de muito leves a muito intensos.
·         Desenvolvimento de características sexuais masculinas (virilização):
  • Tamanho reduzido das mamas
  • Aprofundamento do timbre da voz
  • Hipertrofia do clitóris
  • Aumento de pelos no peito, abdome e face, assim como ao redor dos mamilos (chamado hirsutismo).
  • Rareamento dos cabelos, chamado calvície de padrão masculino.
·         Outras alterações na pele:
  • Acnes que pioram
  • Marcas escuras ou grossas na pele e dobras ao redor das axilas, nas virilhas, no pescoço e nas mamas devido à sensibilidade à insulina.


Fontes e referências:
·         Bulun SE, Adashi EY. The physiology and pathology of the female reporductive axis. In: Kronenberg HM, Melmed S, Polonsky KS, Larsen PR, eds. Williams Textbook of Endocrinology. 11th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2008:chap 16.
·         Radosh L. Drug treatments for polycystic ovary syndrome. Am Fam Physician. 2009;79:671-676.
·         Lobo RA. Hyperandrogenism: Physiology, etiology, differential diagnosis, management. In: Katz VL, Lentz GM, Lobo RA, Gershenson DM, eds. Comprehensive Gynecology. 5th ed. Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier;2007:chap 40.
·         ACOG Practice Bulletin Number 108, October 2009. Accessed March 31, 2010.



 EXAMES PREVENTIVOS NECESSÁRIOS PARA MULHER DURANTE AS FASES DA VIDA
ADOLESCÊNCIA
Na menarca ou Primeira Menstruação, a jovem devem ir pela primeira vez ao ginecologista. O objetivo desta primeira consulta é preventivo e com foco no ciclo menstrual. Exames rotineiros hormonais e ultrassonografia para avaliar os órgãos pélvicos internos são indicados.
20 anos- Nesta fase muitas jovens já iniciaram a vida sexual, e muitas já fazem uso de intraconceptivos orais, além do autoexame das mamas, é importante que se realize anualmente o Papanicolau, a ultrassonografia pélvica / transvaginal, a ultrassonografia das mamas e de doenças sexualmente transmissíveis, como o HPV. E ainda exames gerais, tais como hemograma, colesterol total e frações, glicemia de jejum, hormônios tireoidiano, entre outros.
TRINTA ANOS
Nessa fase, além de manter o check-up regular, a mulher deve ter cuidado especial com o sistema reprodutivo, pois nesta fase é comum o surgimento da endometriose e dos miomas, por isso as consultas ao médico e os exames preventivos devem ser realizados constantemente a fim de garantir uma vida saudável.
Os especialistas recomendam mamografia anual a partir dos 40 anos. Porém, para mulheres com histórico de câncer de mama na família (mãe, irmã ou avó), tal exame pode ser necessário antes dessa idade.  .
QUARENTA ANOS
Além dos exames já citados, podem ser realizada, nesta faixa etária, a radiografia do tórax, exames cardiológicos, bem como o exame proctológico, com o intuito de investigar precocemente problemas relacionados ao câncer de intestino, especialmente em pessoas com antecedentes familiares.
Mais uma vez o aparelho reprodutivo deve ser investigado já que muitas mulheres querem engravidar neste período e o risco de uma gestação delicada é aumentado.
As alterações ósseas podem começar nesta fase junto com as alterações hormonais. Esta perda da massa óssea pode ser detectada em sua primeira fase pela densitometria óssea. Para as mulheres que iniciam o climatério – período que antecede a menopausa - recomendam-se testes de perfil hormonal.
A PARTIR DE CINQUENTA ANOS
Nesta faixa etária, todos os exames já citados passam a ser anuais, de acordo com os resultados ou condição clínica da paciente – a mulher deve cuidar da saúde de forma global, olhando para todos os aspectos – ginecológica, nutricional, cardiológica, metabólica, entre outros.
As consultas com o ginecologista, principalmente nas mulheres que realizam terapia hormonal, devem ser semestrais. Além disso, visitas ao clínico geral e cardiologista devem ser feitas anualmente para exames de rotina.
Mulheres com diabetes merecem atenção especial no controle de peso e na glicemia – que deve ser realizada pelo menos duas vezes ao ano. O exame de fundo de olho também é importante para análise
do grau de comprometimento das artérias pelo diabete
(Fonte; Dr Nicolau D`Amico).